Imaginação explosiva, inventividade formal e humor ensandecido. Do ganhador do Booker Prize e autor de Lincoln no limbo. Uma fábula moral contemporânea e extraordinária, enredando crítica ao capitalismo a uma defesa radical da empatia.
Após uma vida de sólidas contribuições para o colapso climático, K.J. Boone está deitado na cama da sua mansão, desacordado e dopado, velado pela esposa, morrendo de câncer aos oitenta e sete anos. Em uma zona liminar entre a vida e a morte, espíritos se revezam tentando fazer o moribundo reconhecer os males que causou à humanidade e ao planeta, determinados a conduzi-lo no caminho do arrependimento.
Em meio a esses espíritos, um destoa. Perseguida por emoções e sensações do “reino anterior” e pelos ecos de uma morte precoce e absurda, Jill Blaine tenta trazer a seu “protegido” não um acerto de contas, mas sim conforto. Ao contrário da trupe de ex-colegas vingativos e vítimas do aquecimento global que estão em busca de ju