(DES)ENCONTRO MARCADO OU ENCONTRO (DES)MARCADO?

(DES)ENCONTRO MARCADO OU ENCONTRO (DES)MARCADO?
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Este livro aborda os temas adolescências e segregação e traz recortes da experiência de trabalho da autora com adolescentes moradores de regiões periféricas de Belo Horizonte e região metropolitana, em sua maioria negros, pobres e estudantes de escolas públicas. A partir da escuta de orientação psicanalítica a este público, encontramos uma adolescência marcada por discriminações e exclusões sociais. A adolescência, para a psicanálise, se constitui como construção social e subjetiva. Os discursos hegemônicos em nossa cultura, atravessados pelo neoliberalismo, pelas tecnologias digitais – que imprimem um ritmo acelerado em nossa vida – e pelo avanço da ciência atrelado ao discurso capitalista – que amplia processos de segregação –, dificultam a constituição da adolescência enquanto um tempo lógico de elaboração psíquica do real da puberdade. Em nosso país, marcado por profunda desigualdade social e econômica, a segregação social – atravessada por marcadores de raça, classe e gênero – se